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Estupro coletivo em hotel 5 estrelas

Em uma suíte no vigésimo andar de um hotel 5 estrelas do Cairo, jovens egípcios e estrangeiros estavam fazendo uma festa. No Cairo em hotéis não é permitido homens e mulheres não casados dividirem uma suíte, então o conceito de “motel” é bem caro por aqui.

Quatro rapazes estupraram uma garota, assinaram na sua bunda e filmaram. O vídeo circulou no grupo de amigos, e a garota não falou nada nos últimos 6 anos. Com as recentes denúncias e exposições de abusadores, enviaram o vídeo e nomes, fotos dos autores a uma página de Instagram chamada “The Assalt Police”, homens e mulheres haviam recebido o vídeo e souberam do que aconteceu, mas escolheram não falar nada por medo ou até por solidariedade.

Uma balada chamada Teadance, que já estava na décima terceira edição trazia egípcios de classes altas e estrangeiros para dançar a noite inteira com bebidas alcólicas, o que não é comum no Egito e precisa de permissão legal.

Depois da balada, um grupo de jovens foi ao hotel 5 estrelas Fairmont, que fica na orla do Nilo, e alugou uma suíte. Lá uma garota desacordada de 17 anos (QUASE 18) foi estuprada por pelo menos 4 homens.

Um dos estupradores assumiu ter tido relações com a garota, mas disse que foi consentido, que ela queria, e quando ela começou a desmaiar eles pararam.

Fontes dizem que drogaram propositalmente a garota e a levaram para suíte com a intenção de estupra-la.

Os vídeos hoje são usados para a investigação do caso que finalmente chegou ao tribunal, estimulado pela onda de denúncias e exposições que vem acontecendo. Outras mulheres entraram fizeram denúncias aos mesmos acusados do estupro-coletivo em questão.

A página do Instagram que tinha mais de 100 mil seguidores, após publicar o nome dos acusados, suas fotos e detalhes do caso, de repente apagou todas suas postagens e fechou, alegando que foi ameaçada por pessoas importantes relacionadas aos acusados. Depois disso, se negou a comentar qualquer coisa a respeito do caso.

Uma garota que esteve envolvida em expor e denunciar o crime de 2014 no hotel Fairmont vem sido alvo de ameaças e linchamento na internet.

A grande mídia não comenta ou cita os casos, que fazem barulho mesmo nas redes sociais.

Saiba mais sobre a Cultura do Exposed no Egito

É de fato um divisor de águas o que vem acontecendo agora, mulheres estão tendo um lugar (redes sociais) para expor e denunciar por conta próprias as violências sofridas. ÓBVIO que violência não é assunto exclusivo de um país ou cultura, mas sim faz parte do ser humano desde o começo. A sabotagem existe para quem acredita na evolução, ou o pecado na criação. Por muito tempo por causa de organizações sociais que favoreciam classes sociais ou gêneros, as denúncias foram silenciadas.

Um depoimento de uma mulher que denunciou na polícia

A mulher podendo falar, tendo para quem falar… é disruptivo, mas inda não é estabelecido. As primeiras denúncias são contra elas mesmas, aonde são expostas e investigadas também, mesmo sendo elas as vítimas.

Atualizações: Os suspeitos foram indiciados e 4 deles são agora procurados pela Interpol pois fugiram do Egito. A procuradoria veio a público esclarecer novamente que denúncias feitas na internet não são denúncias oficiais.


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