Árabe

A importância da Palestina para o Egito

Existe um exercício para se fazer antes de compartilhar informações na internet que é primeiro, se questionar em quão errado eu estou, e quanto dano posso causar a quem entrar em contato com essa informação. Eu enquanto escrevo isso, preciso evitar as correntes de whatsapp e coberturas tendenciosas de um conflito que dura anos!

Nas notícias do mundo inteiro, todo ano no Ramadã, a gente lembra que a Palestina foi invadida por Israel. Por muitos anos, o território palestino foi ocupado por árabes, e os israelitas dispersos no mundo inteiro. Até que após o holocausto, ficou decidido que parte da Palestina, seria para criação do estado de Israel. Eles escolheram Israel, porque Jerusalém tem uma importância religiosa para os judeus, que foi a capital de Israel na época de Davi. Lá foi construído um templo, que hoje só tem o muro, mas continua sendo o lugar mais sagrado para religião.

Uma curiosidade, a pessoa nasce judia, mas não se converte ao judaísmo (raríssmos casos) por isso, judeus são um grupo bem fechado de muitas gerações.

Em Jerusalém o profeta Maomé SWT foi até o céu e encontrou os outros profetas, além de peregrinar depois de sair de Meca e Medina. Ali também foi construída uma mesquita, que era a direção da oração por um tempo. Tanto os Judeus quanto os Mulçumanos veem a cidade de Jerusalém como sagrada.

Contexto

Vou fazer um exercício com você, para entender melhor. Você como eu pode até não ser católico, mas morando no Brasil a gente é muito familiarizado com o catolicismo, por isso vou usar como exemplo:

Imagine, que uma guerra acontece, e os protestantes são mortos ou violentados. Depois disso, eles fogem para vários países, mas ainda assim são hostilizados. Vem a ONU conversa com todos os líderes mundiais, e decide que a partir de hoje, os protestantes e evangélicos vão morar no Vaticano, e dividir o espaço com os católicos. Sem muita opção os católicos permitem. Porém cada vez mais os protestantes constróem casas, comércios e igrejas, e o Vaticano vai ficando menos e menos Católico, além disso os protestantes começam a invadir o território de toda Itália em guerras e estrategicamente. Dentro da maioria das comunidades protestantes os católicos estão errados, são discriminados e hostilizados.

Deu para entender né.

As invasões estrangeiras e ocupações acontecem o tempo inteiro, mas a Palestina tem um valor religioso e político muito importante, que é uma questão de honra e comprometimento religioso.

Israel é financiado por países ocidentais, e no Brasil mesmo nós estamos ouvindo uma nova perspectiva sobre esse conflito recentemente, por conta da oposição política a direita conservadora, já que antes ouvíamos mais o lado judeu da história. Por muito tempo o Brasil ouviu sobre terrorismo e uma caricatura cruel dos árabes, que alimenta preconceitos até hoje.

O Sionista

Existe uma interpretação cristã e judaica que o estado de Israel é uma profecia escatológica. Por isso, religiosamente lobistas investem na ocupação da palestina. Trump que representa a direita conservadora nos Estados Unidos, finalmente no ano passado, construiu a embaixada americana no lado Israelita, nitidamente aliando-se a Israel. Além disso, enviam ao estado Israelense um investimento altíssimo.

Absurdo

Parece bem óbvio que Israel extrapolou sua divisa, subjugou a Palestina e convenceu o mundo inteiro a comprar seu lado da história. Porém na hora de contar essa história, o povo Palestino sofre. Não existe capacidade bélica Palestina para reaver seu território e cada vez mais estão sendo empurrados. Recentemente uma tentativa de limpar um bairro árabe de seus moradores, encontrou a resistência acordada.

São muitos anos de conflito, estratégias e ataques em que ambos os lados tiveram dolorosas baixas, mesmo a narrativa sendo tão clara.

O Egito

A guerra de 6 dias, em 1967 resultou na perda de território do Egito, da Síria e Jordânia para Israel, e até hoje a faixa de Gaza é uma área de disputa.

Em 2011, várias pessoas atacaram a embaixada de Israel (que até hoje é super policiada e vigiada). O governo que mantinha relações diplomáticas amistosas condenou os ataques, dizendo que era uma conspiração para atrapalhar as relações externas do país. O que mostra que popularmente se rejeita Israel, mas não politicamente (já que não é lucrativo tomar esse partido). O presidente Morsi, e até a irmandade Mulçumana consideraram um tratado de paz, para garantir a segurança e estabilidade do Sinai, mesmo sem muito apoio popular.

Hoje o Egito e Israel lutam juntos para defender suas fronteiras de milícias populares, e promove alianças pacíficas entre outros países árabes.

Existem egípcios anti-semitas, que não simpatizam com essa política, por terem familiares palestinos ou por entenderem essa ocupação Israelense como uma ofensa pessoal ou religiosa. Por isso, no momento o país está comovido em acompanhar esse conflito e promover sua posição popular.

Categorias:Árabe, História, Notícias, Religião

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1 resposta »

  1. Interessantíssima matéria, Evelyn. Parabéns. Bom demais encontrar o “Vida no Egito” q nunca tinha ouvido falar, nem lido. Gostaria de encaminhar por correios envelope com exemplar do meu livro premiado em Portugal “De dentro de Mim Partiu a Última Caravela”, editado e lançado recentemente pela coleção de poesia da Livraria e Editora “Arquivo” de Leiria. Para qual endereço posso encaminhar? Se achar melhor, pode anexar ao meu e-mail particular: rube.rv@hotmail.com. Grande abraço, nesses tempos de distanciamento obrigatório, daqui de Sampa.

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